RIO DE JANEIRO — A maquiagem passa por uma fase de menor cobertura e mais luminosidade distribuída pelo rosto. O objetivo é criar aparência de frescor e hidratação sem fazer o brilho parecer uma camada adicional de produto.
A mudança acompanha a maior presença dos cuidados com a pele na rotina de beleza. Com isso, a maquiagem passou a valorizar uma pele bem tratada e a preservar parte de sua textura, em vez de buscar cobertura completa. O desgaste de bases pesadas, contornos definidos e acabamentos ultramatte também abriu espaço para produções mais leves.
A indústria respondeu com produtos que aproximam tratamento e maquiagem, como bases com ácido hialurônico, séruns com cor e protetores solares de acabamento luminoso. Para Franceiltom, maquiador e hairstylist do Werner Coiffeur, a diferença em relação ao glow de outras décadas está na distribuição da luz: “o glow contemporâneo mimetiza a hidratação e a vitalidade biológica da pele”.
Como construir o efeito
O acabamento dewy ajuda a criar uma aparência úmida e uniforme, sem partículas de brilho evidentes. O preparo começa com hidratação adequada ao tipo de pele. Séruns iluminadores e óleos leves podem formar uma superfície favorável para a maquiagem, sem exigir primers pesados.
Na etapa da base, produtos fluidos ou skin tints devem ser aplicados principalmente nas áreas que precisam de uniformização. Deixar outras regiões livres ajuda a manter visível a textura natural.
Blushes, bronzers e iluminadores cremosos ou líquidos tendem a se integrar melhor à pele. O blush também ocupa um papel maior: aplicado nas maçãs do rosto e na ponte do nariz, cria o efeito sun-kissed, associado a um rubor natural e a mais dimensão, sem depender do contorno marcado.
O pó não precisa ser abandonado, mas pode ser usado apenas para controlar a oleosidade. A recomendação é concentrá-lo na zona T — testa, abas do nariz e queixo — e preservar a luminosidade nas têmporas e nas maçãs do rosto.
A proposta não elimina a maquiagem construída, o acabamento matte ou o contorno. Essas estéticas continuam convivendo. A mudança está na possibilidade de manter poros, diferenças naturais e outras características visíveis, tratando a pele como parte do acabamento, e não como algo que precisa ser completamente apagado.





