BRASÍLIA — A fila geral de espera por atendimentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) foi considerada zerada em agosto de 2026, informou o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, em 3 de setembro de 2026. O anúncio ocorreu no Palácio do Planalto, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A mudança veio após a redução dos requerimentos acumulados e o aumento da capacidade de atendimento. Em fevereiro de 2026, havia cerca de 3,12 milhões de pessoas aguardando, enquanto 1,17 milhão de novos pedidos entravam no sistema. O estoque caiu para 1,547 milhão em julho. Em agosto, o número de pedidos novos passou a superar o de beneficiários que ainda esperavam atendimento.
Queiroz afirmou que o cenário deixou de ser uma “fila” e passou a funcionar como um fluxo de atendimento. Para explicar a situação, comparou o órgão a uma loja com 12 atendentes para 8 clientes, indicando que a capacidade atual permite absorver a demanda diária.
Medidas adotadas
O Ministério da Previdência Social atribuiu o resultado a ações como a nomeação de servidores por concurso, a ampliação da telemedicina e a realização de mutirões. Essas iniciativas contribuíram para 2 milhões de atendimentos extras somente em 2026.
A telemedicina passou a operar em 865 agências no país. Também foi implementada a perícia médica documental, que permite o envio eletrônico dos documentos sem a necessidade de comparecimento a uma agência física. Mutirões nos finais de semana e bônus por produtividade para servidores que superaram suas metas completaram as medidas citadas pelo ministério.
O INSS processa atualmente cerca de 1,3 milhão de novos pedidos por mês, o equivalente a aproximadamente 43 mil requerimentos por dia. O prazo médio para decisões sobre perícias médicas caiu para 34 dias, abaixo do limite legal de 45 dias.
Pendências ainda existentes
Apesar do fim da fila geral, cerca de 224 mil requerimentos já ultrapassaram o prazo de espera de 45 dias. Segundo Wolney Queiroz e o secretário-executivo Felipe Cavalcante, esses casos são tratados como pedidos especiais por exigirem análises mais detalhadas, inclusive para aposentadorias e para o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Lula afirmou que a prioridade do governo é “humanizar” o atendimento, com previsibilidade para o cidadão fazer o pedido, aguardar o prazo e receber o benefício.







