TEERÃ — O Irã pretende criar, nos próximos dias, uma zona de proibição de circulação marítima fora do Estreito de Ormuz, segundo Mohsen Rezaei, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional. A medida atingirá áreas próximas ao bloqueio da Armada dos Estados Unidos e setores do Golfo Pérsico.
Rezaei afirmou em uma transmissão da TV estatal que qualquer embarcação que entre na nova área será incluída em uma lista de sanções. O anúncio foi feito horas depois de as Forças Armadas iranianas reivindicarem um ataque contra um drone naval dos Estados Unidos.
A ação teria sido uma resposta ao bombardeio de três navios-petroleiros iranianos no dia anterior. A Guarda Revolucionária também afirmou ter atingido, no sábado, “três petroleiros que realizavam travessias não autorizadas no estreito de Ormuz e três navios americanos em outras áreas”. O grupo recomendou que os demais navios evitassem rotas não aprovadas por Teerã.
Escalada nas declarações
A ameaça foi apresentada como parte de uma estratégia que Rezaei havia antecipado durante a semana, com possíveis ações militares e disputas diplomáticas e econômicas. Até então, nenhuma medida concreta havia sido detalhada.
O presidente do Parlamento iraniano, Mohamad Bagher Ghalibaf, também elevou o tom contra Washington. “A era das respostas proporcionais terminou”, disse ele em um discurso transmitido pela mídia iraniana. Ghalibaf afirmou que agressões contra os interesses e a segurança do Irã teriam uma resposta mais rápida, mais intensa e mais dolorosa.
As declarações ocorrem enquanto o governo dos Estados Unidos afirma ter restabelecido o fluxo de petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz a um nível semelhante ao do período anterior à guerra. Rezaei é veterano da Revolução Islâmica de 1979 e da Guerra Irã-Iraque.








