O número de mortos no lado chinês do Tibete chegou a 43 após o deslizamento seguido de inundação ocorrido em 26 de agosto, na fronteira com o Nepal. As autoridades chinesas também informaram que 519 pessoas continuam desaparecidas, das quais 261 são estrangeiras.
O balanço foi estabelecido no sábado às 18h locais (7h de Brasília), segundo a agência oficial Xinhua. A tragédia atingiu a região do Tibete, no sudoeste da China, e também causou danos no Nepal. Dados oficiais apontam pelo menos 1.341 mortos e cerca de 5 mil desaparecidos no país vizinho.
Posto destruído
Um grupo de jornalistas estrangeiros visitou neste domingo (6) Porto Gyirong, posto de fronteira entre o Tibete e o Nepal. Vídeos mostram que a inundação destruiu as estruturas do local. Equipes chinesas ainda procuram corpos, e não foram encontrados sobreviventes no posto.
O socorrista Zhang Xiaojun afirmou que a lama arrastou todas as estruturas acima da fundação. “Do posto de fronteira sobrou apenas a fundação”, disse ele durante as buscas.
As autoridades chinesas negaram que falte transparência nos esforços de resgate. Pu Weidong, diretor-adjunto executivo do Departamento de Segurança Pública do Tibete, informou que mais de 60 especialistas e três laboratórios participam da identificação dos corpos encontrados.
Os restos mortais e os pertences das vítimas estão sendo registrados. As equipes catalogam impressões digitais, dados genéticos e outras características físicas. Também são usados registros de imigração e dados de localização para identificar as pessoas desaparecidas na região.
As autoridades chinesas informaram ainda que os dados sobre estrangeiros foram encaminhados às embaixadas.







