A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro publicou, na noite de sábado, uma mensagem de apoio ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A manifestação ocorreu durante a disputa entre Mendonça e Alexandre de Moraes, relacionada às investigações do caso Master.
Michelle, que é candidata ao Senado pelo Distrito Federal e integra o PL, relembrou a indicação de Mendonça ao tribunal e o período anterior à sabatina no Senado. Ela afirmou que buscou apoio religioso para a confirmação do ministro e disse ter recebido uma revelação sobre a chegada dele à Corte.
"Deus me revelou a sua entrada naquele tribunal", escreveu. Ao final da mensagem, chamou Mendonça de "escolhido" e "ungido do Senhor".
Disputa no tribunal
A possibilidade de o caso Master chegar ao plenário levou ministros do STF a avaliar como poderia ser uma eventual votação. Cristiano Zanin, Flávio Dino e Gilmar Mendes são considerados próximos da posição de Moraes. Mendonça teria em Luiz Fux seu apoio mais seguro e buscaria novas adesões.
Cármen Lúcia, Kassio Nunes Marques e o presidente do STF, Edson Fachin, aparecem como possíveis votos decisivos. A posição de Dias Toffoli é descrita como incerta.
A crise começou no fim de agosto, quando Mendonça determinou à Polícia Federal que identificasse os destinatários de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O relatório apontou conversas entre Moraes e Vorcaro, além de menções ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
Moraes enviou a Fachin um relatório com "fortes indícios" de improbidade administrativa, abuso de autoridade e crime de responsabilidade atribuídos a Mendonça na condução das investigações. Fachin pediu manifestações de Gonet e Mendonça. Em parecer encaminhado à Corte, Gonet defendeu a nulidade do relatório da PF sobre o ministro.








