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Economia

Alta prevê passagens aéreas 16,1% mais caras com novo imposto

Estudo estima queda na demanda doméstica e alerta para impactos no turismo, no emprego e no PIB do setor até 2036.

Alta prevê passagens aéreas 16,1% mais caras com novo imposto

A aplicação da alíquota-padrão estimada de 26,5% do novo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) ao transporte aéreo elevaria em 16,1% o custo das passagens no Brasil, calcula a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (Alta). O imposto começa a valer no ano que vem.

O estudo estima que a alta reduziria em 21,1% a demanda por viagens domésticas. Nos voos internacionais, as tarifas poderiam subir 13,3%. A entidade afirma que o efeito sobre os aeroportos alcançaria atividades ligadas ao turismo e ao transporte de pessoas.

Entre 2014 e 2024, o número de viagens de avião no Brasil ficou estagnado, enquanto a Colômbia cresceu 64% e o Chile, 51%. Hoje, o sistema tributário brasileiro para o setor lidera um ranking de 20 países latino-americanos e caribenhos elaborado pela Alta. Com as novas regras, o Brasil poderia cair para a sétima posição, atrás do Panamá, da Guatemala e da Costa Rica.

A redução da malha aérea retiraria cerca de US$ 7,7 bilhões do Produto Interno Bruto (PIB) de Viagens e Turismo ao longo de uma década, até 2036. O valor equivale a aproximadamente US$ 640 milhões mensais. O estudo também projeta que 360 mil novos postos de trabalho deixariam de ser criados, quase um em cada quatro empregos previstos para o setor turístico.

A associação afirma ainda que a menor conectividade afetaria a importação de insumos farmacêuticos, que movimenta mais de US$ 3 bilhões anuais por via aérea, e as exportações do agronegócio. “Manter um marco tributário competitivo para a aviação ajudaria o Brasil a continuar expandindo sua conectividade”, defende o estudo.

Linha de crédito para aéreas

O levantamento registra que as companhias aéreas brasileiras acumularam R$ 55 bilhões em prejuízos entre 2015 e o terceiro trimestre de 2025, o que indicaria capacidade limitada para absorver custos adicionais.

Em julho, o BNDES detalhou uma linha de R$ 13,5 bilhões para as empresas. Desse total, R$ 8 bilhões serão destinados ao capital de giro e R$ 5,5 bilhões à compra de aeronaves e a outros investimentos. Azul, Gol e Latam têm limite pré-aprovado de R$ 2,664 bilhões cada.

A linha terá prazo de cinco anos, carência de um ano e juros anuais de 4%. A taxa é considerada praticamente negativa porque a inflação acumulada em 12 meses está em torno de 4,5%.

Texto produzido pela Redação Sinal do Presente com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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