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Alejandro Betancourt ganha papel central em acordo de petróleo entre EUA e Venezuela

Empresário venezuelano será sócio dos Estados Unidos na exploração de 17 jazidas, apesar de investigações e acusações ligadas aos seus negócios.

Alejandro Betancourt ganha papel central em acordo de petróleo entre EUA e Venezuela
Foto: Daniel Arce López/BBC/BBC News Brasil

O empresário venezuelano Alejandro Betancourt López foi escolhido pelos Estados Unidos para participar da exploração de 17 jazidas de petróleo incluídas em um acordo com o governo interino de Delcy Rodríguez. As áreas concentram 21,5% das reservas comprovadas da Venezuela, o equivalente a cerca de 65 bilhões de barris.

A operação será conduzida pela North American Blue Energy Partners (Nabep), empresa registrada em Barbados e sem presença conhecida em outros mercados de petróleo. O governo dos Estados Unidos ficará com 35% das ações da companhia. A escolha chamou atenção porque o acordo não inclui grandes empresas do setor, como ExxonMobil, ConocoPhillips ou BP.

Betancourt nasceu em Caracas, em fevereiro de 1980, e estudou economia na Universidade de Suffolk, em Massachusetts. Sua fortuna é estimada em cerca de US$ 2,6 bilhões. Ele também criou o fundo O'Hara Financial para administrar seus negócios.

Negócios na Venezuela

A expansão empresarial de Betancourt começou com a Derwick Associates, empresa de engenharia fundada por ele e um primo. Entre 2009 e 2011, a companhia recebeu 12 contratos sem licitação do governo venezuelano para construir 11 usinas elétricas e modificar uma já existente. O valor total foi de US$ 5 bilhões.

A Transparência Venezuela afirmou, em um relatório de 2018, que 11 dos projetos deveriam ter custado US$ 2,1 bilhões. A organização e o OCCRP também disseram que parte das obras não foi concluída ou apresentou problemas. A Derwick nega essas acusações.

Depois, Betancourt entrou no setor petrolífero por meio da Petrozamora, associação que explorava petróleo no lago de Maracaibo com participação de empresas russas e da PDVSA. A Nabep afirma produzir atualmente cerca de 180 mil barris por dia, abaixo dos mais de 200 mil da Chevron, embora um especialista questione a forma como o volume foi calculado.

Investigações e apoio político

As atividades de Betancourt geraram investigações judiciais em pelo menos cinco países. Em 2013, o ex-embaixador americano Otto Reich processou o empresário e dois sócios por supostos pagamentos a funcionários venezuelanos em troca de contratos. A ação foi rejeitada cinco anos depois.

Em 2025, Betancourt foi detido duas vezes pela polícia britânica em Londres. No mesmo contexto, autoridades espanholas fizeram buscas no castelo de Alamín, em Toledo, em uma investigação sobre suposta lavagem de dinheiro conduzida pela promotoria suíça. O advogado Jon Sale afirmou que as ações colocaram empresários diferentes no mesmo grupo.

O secretário de Estado americano, Marco Rubio, apontou como razões para a escolha a capacidade de Betancourt de produzir petróleo, a ausência de acusação formal contra ele nos Estados Unidos e seu apoio à oposição venezuelana. O empresário, porém, é mencionado em investigações sobre a Operação Money Flight, que teria desviado cerca de US$ 1,2 bilhão da PDVSA entre 2014 e 2018. Seu primo Francisco Convit é acusado nesse caso.

Delcy Rodríguez defendeu o acordo e disse que Betancourt produziu petróleo na Venezuela durante períodos de sanções. O secretário de Energia americano, Chris Wright, também afirmou que a Nabep demonstrou capacidade de produzir grandes volumes.

Betancourt teria atuado como intermediário entre autoridades americanas e venezuelanas após a captura de Nicolás Maduro e Cilia Flores. Seu advogado confirmou que ele ajudou a aproximar Delcy Rodríguez e Marco Rubio, mas negou que o empresário tivesse participado da saída de Maduro.

Texto produzido pela Redação Sinal do Presente com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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